Introdução

Hoje, criar uma cultura em que as pessoas realmente se sintam valorizadas é mais importante do que nunca. Mas como ir além das práticas tradicionais de reconhecimento e, de fato, entender o que importa para os nossos times?

No Nubank, a inovação e o hábito de repensar o que é possível estão no centro de tudo que fazemos, e o time de People também vive essa filosofia. Vamos sempre além das abordagens tradicionais, usando tecnologia avançada para melhorar a experiência de trabalho das pessoas.

Foi dessa mentalidade que nasceu o projeto “Noodles”, uma iniciativa criada para revolucionar a forma como reconhecemos e valorizamos uns aos outros.

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A aposta técnica: integrar reconhecimento às ferramentas do dia a dia

A ideia central do “Noodles” era simples: o reconhecimento não deveria ser algo extra ou forçado, mas sim algo integrado, de forma natural, às ferramentas que já fazem parte do nosso cotidiano. Como o Slack é essencial para a nossa comunicação diária, decidimos que seria o lugar perfeito para incluir um fluxo de reconhecimento peer-to-peer recorrente.

Nossa hipótese era direta: ao embutir o reconhecimento dentro do Slack, ele seria visto de forma mais frequente e, como resultado, as pessoas se sentiriam mais valorizadas.

Para validar essa hipótese, aplicamos um framework rigoroso de teste A/B, comumente usado em desenvolvimento de produto, para avaliar o impacto real do Noodles. Dividimos as pessoas em dois grupos (tratamento e controle), calculamos cuidadosamente o tamanho de amostra necessário para garantir robustez estatística e conduzimos pesquisas antes e depois da implementação para acompanhar mudanças em métricas-chave de percepção. Também monitoramos métricas estruturadas como o nosso Recognition Index, o Product-Market Fit (PMF) Score e padrões de comportamento de uso.

Ao invés de lançar o Noodles para todo mundo e manter apenas um pequeno grupo de controle, aplicamos o que chamamos de Smart Efficiency, que é um dos valores centrais do Nu, identificando o tamanho mínimo de amostra necessário para detectar mudanças relevantes no período do teste. Isso nos ajudou a reduzir esforços operacionais como treinamentos e pesquisas, sem abrir mão de insights confiáveis e estatisticamente significativos.

Ao tratar esse produto interno de RH com a mesma disciplina experimental que aplicamos em features voltadas a clientes, garantimos que nossas decisões não se baseariam em feedback anedótico ou no entusiasmo inicial, mas sim em evidências.

Destrinchando os resultados: aprendizados a partir dos dados

Embora o experimento do “Noodles” tenha mostrado resultados promissores em algumas áreas (como adoção da ferramenta e número de usuários ativos), os dados também revelaram desafios inesperados. Apesar de alcançarmos um Product-Market Fit de 43%, nosso Recognition Index caiu entre alguns grupos específicos.

Graças à estrutura do teste A/B, conseguimos isolar os efeitos da nova ferramenta de influências externas e aprofundar nossa compreensão sobre esses resultados. Um dos insights mais importantes foi que o “Noodles” teve impacto mais positivo em quem dava o reconhecimento do que em quem o recebia. Na prática, maior uso não significava, necessariamente, uma percepção mais forte de estar sendo reconhecido: um insight crítico que poderia ter passado despercebido sem um desenho experimental adequado.

Esse aprendizado reforçou um princípio fundamental que seguimos no Nubank: dados, quando tratados com honestidade e rigor científico, levam a decisões melhores, mesmo quando os resultados desafiam nossas suposições iniciais.

Nossa cultura de experimentação e colaboração

Embora tenhamos decidido pausar o “Noodles” em sua forma atual, a experiência foi extremamente valiosa. Ela mostra não só o nosso compromisso com a melhoria contínua, mas também como a experimentação é central para a nossa estratégia de People. Em vez de escalar uma solução com sinais incompletos, optamos por um caminho disciplinado: testar, medir e interpretar os resultados com precisão.

No Nubank, tratamos People & Culture como um domínio orientado por tecnologia. O experimento do Noodles mostrou como times multidisciplinares (RH, Produto, Data Science) podem se unir para testar hipóteses, construir MVPs e tomar decisões baseadas em impacto real. Esse modelo colaborativo reforça a nossa crença de que RH deve ser tão analítico, experimental e responsivo quanto qualquer outra função do negócio.

Olhando para frente: o caminho para um reconhecimento significativo

Os aprendizados do Noodles deixaram mais claro qual é o próximo passo. Em vez de escalar uma solução que não resolve totalmente o problema central, estamos migrando para uma exploração qualitativa, aprofundando o entendimento sobre as motivações por trás dos números. Combinar experimentação quantitativa com insights humanos é essencial para criar experiências realmente significativas para as pessoas.

Nos próximos passos, queremos aplicar essa mesma filosofia a tantas iniciativas de People & Culture quanto possível: testar com rigor, medir resultados, aprender continuamente e adaptar. Independentemente de a ferramenta ser construída internamente ou adquirida externamente, nossa abordagem segue a mesma: só escalar iniciativas que mostrem impactos claros e positivos, deixando que os dados guiem nossas ações.

Conclusão

Mesmo que a história do “Noodles” não tenha se desenrolado como esperávamos, ele ilustra a dedicação do Nubank em expandir os limites também dentro do time de People. Ao integrar dados, estratégias de desenvolvimento de produto e uma abordagem iterativa, estamos revolucionando a forma como reconhecemos e valorizamos nossas pessoas.

Nosso objetivo permanece claro: usar tecnologia de forma consciente para construir uma experiência de trabalho significativa e centrada no ser humano. No Nubank, seguimos comprometidos em garantir que cada Nubanker se sinta genuinamente visto, reconhecido e preparado para construir o Futuro Roxo.

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